segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Um Poema de...

Castelo de Guimarães - Aqui nasceu Portugal, em 1128
(campos de S. Mamede)

Mensagem ou menagem a D. Duarte Pio

(avoco, para a Musa minha, o Arcano do Sol)
(Poesia é preste, o tempo urge. Com a Casa Real Portuguesa,
reaportuguesemos Portugal………..)



Ancorado e escorado em D. Dinis,
Em São João de Deus, em São Miguel,
Eu louvo o amorável Amadis:
São a lis, são as rosas de Isabel.

Manda Amor, diz Maria, se ela diz
Que a Lira é consentânea, e é fiel,
Eu vejo, em menestrel, o meu País:
Um só Rei, um só gabo e Gabriel.

Tão cedo passa tudo quando parte,
Mas o Sol de Bragança é meu prior.
A Musa é d’ aliança, e quanta Arte!!!

Que de mel no Menino Imperador!!!
Aqui eis a Beleza em baluarte,
- E eis, em D. Duarte, o meu Senhor.

Que Luz, 22/ 07/ 2017

Ad Majorem Dei Gloriam

                           Paulo Jorge Brito e Abreu

domingo, 15 de outubro de 2017

Adriano Moreira recebe Grã Cruz da Ordem do Infante D.Henrique

Adriano Moreira a acabar de ser condecorado
pelo senhor Presidente da República

O Professor Adriano Moreira acaba de receber a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Na cerimónia, afirmou o senhor Presidente da República: «Porque este é o momento e este é o lugar, entendo dever reparar uma pequena grande omissão histórica do Estado face a Adriano Moreira, a quem tanto os admiradores como os que nem sempre concordaram com o seu percurso" iniciado no Estado Novo reconhecem de facto que se trata de um percurso excecional no quadro da nossa vivência nacional e isso é irrebatível, é indiscutível». Um ato de justiça, sem dúvida! A homenagem merecida há muito pela sua grande dignidade moral, acrescento eu.
T.F.P.

sábado, 14 de outubro de 2017

No encerramento do 1º Centenário das Aparições de Fátima (1917-2017)


Imagem de Nossa Senhora e de Jesus ressuscitado em Fátima

«Aqui voltamos, com o terço na mão, o nome de Maria nos lábios e o canto da misericórdia de Deus no coração».

«O Papa Francisco repetiu aqui duas vezes: "Temos Mãe"! Eu permito-me acrescentar: sim, temos mãe de ternura e de misericórdia, solícita e defensora dos pobres, dos que sofrem, dos humildes e humilhados, dos oprimidos, dos sós, dos abandonados e descartados pela cultura da indiferença, de quem diz: que me importa o outro? Cada um que se arranje».

(Da Homilia do Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, a 13 de Outubro de 2017, no encerramento do 1º Centenário das Aparições de Maria Santíssima na Cova de Iria, Fátima)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Deus quer estabelecer no mundo a Devoção a Maria Santíssima



«Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro no peito a queimar-me e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria!»
Palavras de Jacinta (Santa) a Lúcia (pouco antes de ir para o Hospital Rainha Estefânia, em Lisboa)


Consagração a Nossa Senhora 

«Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a Vós, e, em prova da minha devoção para convosco, Vos consagro, neste dia e para sempre, os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser; e porque assim sou todo vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa. Lembrai-vos que Vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa. Ah! Guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.»

(Oração, sem data, feita por um menino de dez anos, pouco depois da morte de sua mãe)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

No 1º Centenário das Aparições de Maria em Fátima



"O MEU CORAÇÃO IMACULADO TRIUNFARÁ"

«O coração cheio de Deus é mais forte. Desde que Deus assumiu um coração de homem, desde então, a liberdade do homem volta-se para o bem, para Deus, e a liberdade para o mal não tem mais a última palavra»

Angelo Comastri (Cardeal), «L'Ange m'a dit. Autobiographie de Marie», 2010, p. 134 (1ª ed. 2007).

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A mensagem de Fátima


"EU VENHO DO CÉU"

«Toda a mensagem de Fátima está aqui: Convertei-vos! Tornem-se discípulos verdadeiros! Sêde cristãos autênticos! Segui Jesus!»

Angelo Comastri (Cardeal), «L'Ange m'a dit. Autobiographie de Marie», 2010, p.131 (1ª edição, 2007).

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A propósito de 13 de Outubro de 1917: o milagre do Sol em Fátima



«"A GLÓRIA DE MARIA SERÁ PLENA NA GLÓRIA DE CRISTO" (I Cor 15, 20-28)
Neste cume de glória, Maria, desde sempre preservada do pecado, é vestida da luz do triunfo de Jesus; ela será admirada pelo universo porque, através dela, a salvação teve início no mundo, e nela resplandecerá a plenitude da glória de toda a Igreja. Ela é a mulher vestida de Sol, vestida do esplendor de Deus»

Do livro "Minha Alegria Esteja Em Vós" do Bispo Karl Joseph Romer, 2013 (in Internet)

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Catalunha: Uma luta multi-secular pela independência



SALVADOR DALI, «A Persistência da Memória» (Barcelona, 1931)
- A paisagem representa  os penhascos e o mar perto da casa de Dalí, em Barcelona.
O pintor ilumina-os com uma luz transparente e serena.

No dia 1 de Outubro, a resposta de Rajoy foi excessiva ao chamar a policia de choque para reagir à desobediência de milhares de catalães (quase 900 feridos) - um referendo para votarem com vista à independência política da Catalunha. Não nos podemos esquecer que o condado da Catalunha (séc. IX), dirigido então pelo conde de Barcelona Raimundo, não tem uma história muito diferente da história do condado portucalense (séc. XI-XII), mais tardio, portanto. A história da luta do condado de Barcelona pela autonomia é multi-secular e bem mais antiga do que a própria luta do conde D. Henrique (o herdeiro do condado portucalense) e de D. Afonso Henriques.

A vitória de Afonso Henriques sobre sua mãe, D. Teresa e o seu partidário, conde de Trava (favoráveis à subordinação dos portucalenses à Galiza) na batalha de S. Mamede (Guimarães), em 1128, marcou o dia da primeira tarde portuguesa, como sublinhou o historiador Damião Peres. No ano de 1139 (ou 1140), já Afonso Henriques usava o título de rei de Portugal. E, em 1143, é reconhecido com esse título por Afonso VII de Castela (de quem era vassalo).

Agora, o sentimento patriótico do povo catalão mostra que, sendo muito antigo, continua vivo (apesar da passagem de séculos, com altos e baixos autonómicos) entre tantos reveses da história. Nesta conformidade, o governo central de Espanha não deveria esquecer esse perfil histórico da região catalã. Deveria sujeitar-se à decisão, nas assembleias de voto, do povo catalão. Deveria ouvir, democraticamente, a vontade popular. Não o quis, desbaratando as caixas com os boletins de voto, poucos dias antes da data para a votação, em 1 de Outubro. Não o quis, ao usar a força policial contra aqueles que queriam exercer o direito de votar pró ou contra a independência. Como nos ensina a história, não se brinca com a vontade independentista dos povos. Rara tem sido, a vitória final daqueles que a querem impedir.

Lembramos que foi, em 1640, que as rebeliões catalãs deram a Portugal uma excelente oportunidade para repudiar a dominação espanhola não desejada pelos Portugueses (domínio filipino de 1580 a 1640). Nesses anos subsequentes a 1640, o apoio do rei inglês (e de outros reis da Europa) acabaria por reconhecer a auto-proclamada independência de Portugal, não aceite por Filipe IV. A Espanha manteve a guerra contra Portugal até 1668, durante quase 30 anos. A nossa independência já fora posta em grande perigo na crise dinástica de 1383-1385, em que se notabilizaram D. João, Mestre de Avis (D. João I) e D. Nuno Álvares Pereira, pela acesa e guerreira luta para a restaurar.

4 de Outubro de 2017
Teresa Ferrer Passos

Nota: Parte deste texto foi publicado como comentário na postagem de Miguel Castelo Branco (Facebook) em 3 de Outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

As leis do demiurgo...
















SORTILÉGIO

O segredo é não deixar que a tempestade
Repita alto as leis do demiurgo.

Guiá-la pela mão às escondidas
Pelos canais notívagos em chamas
Quando Veneza desaba sob a chuva.

Gritar-lhe em silêncio que se erga
E caminhe nua sobre as águas
Até à porta aberta pelo vento
Na névoa azul do porto abandonado.

E dos seus olhos límpidos ferozes
Quando soltarem o ímpeto guardado
Beber-lhe líquido o ouro dos relâmpagos.

1/10/2017

                      Fernando Henrique de Passos

sábado, 30 de setembro de 2017

«Não tomeis a liberdade como pretexto para servir a carne»



«Uma exegese fundamentalista desta passagem evangélica poderia levar a afirmar o absurdo: Jesus Cristo autorizaria até cinco casamentos consecutivos, pois chamou ‘maridos’ aos cinco primeiros parceiros da samaritana, mas não mais, porque ao sexto foi negada essa condição …"» defende o Padre Gonçalo. Mas esta hipótese do Padre Gonçalo, não é também um absurdo?! Se os padres da Igreja Católica defendem assim as novas tomadas de posição do Papa Francisco, esta Igreja, santa, católica e apostólica (como é denominada pelo Vaticano), não irá longe porque está a afirmar, por um lado, o princípio de Cristo de que o matrimónio é indissolúvel e, ao mesmo tempo, que o casamento pode dissolver-se. E isto é que é um absurdo.

Teresa Ferrer Passos

Comentário a uma postagem no Facebook do padre Gonçalo Portocarrero de Almada (in post de Belinha Miranda) em 30/9/2017


Escreveu S. Paulo:
«Vós fostes chamados à liberdade. Não tomeis, porém, a liberdade como pretexto para servir a carne»
Gal, 5, 13

terça-feira, 26 de setembro de 2017

E as praxes académicas continuam pela cidade...


Nas traseiras da minha casa, há um relvado aprazível, perto de uma passagem pedonal para o Monsanto, bem perto do C.C. Fonte Nova. De súbito, gritos violentos, em uníssono. Treinos de um comando militar, aqui, interroguei-me. Não pode ser! Vou à varanda. E vejo algumas dezenas de raparigas e rapazes de capa negras a praxarem. Não será, usando um termo mais preciso, a torturarem outros/as, os caloiros? Acabei por sair de casa, não pude continuar a deixar-me torturar pelo que vi estar a acontecer! Afinal, começam a aprender isto ao entraram na universidade... Há anos que isto acontece! Já houve mortes. Graves traumatismos psicológicos. Para que sociedade vamos?! Que podemos esperar destes jovens, os que torturam e os torturados?! Os protestos caem todos os anos no vazio! Afinal, quem pode fazer frente a esta inversão de valores humanos?! Não haverá ninguém?!!!

26/9/2017
T.F.P.


(Este texto foi postado no Facebook como comentário à postagem de João de Melo sobre o mesmo assunto, em 26/9/2017)

***


Ainda as praxes auto-denominadas académicas:

As brincadeiras que se faziam em Coimbra há muitos anos, nada tinham de torturante ou amesquinhante da personalidade humana! Isto que se passa agora é semelhante ao bullying praticado já nos níveis primário e secundário. O bullying, ou a sua sucedânea universitária praxe, comportam actos lesivos do cérebro humano, tão sensível à violência. Não há praxes bem feitas, como alguns dos seus defensores dizem. E porquê? Porque exercer castigos corporais sobre crianças ou jovens, em especial, é extremamente lesivo da mente humana.

(Texto postado no Facebook em 27/9/2017)

Teresa Ferrer Passos

domingo, 24 de setembro de 2017

O Cardeal Gerhard Müller e o Papa Francisco

Papa Bento XVI e o Cardeal Gerhard Muller (2013)

«O Papa Francisco tem uma espiritualidade que lhe vem dos Jesuítas, enquanto a do Papa Bento XVI lhe chega mais de Santo Agostinho, São Boaventura e da tradição da teologia existencial. Seguramente que a realidade do Papa Francisco, vindo de um contexto latino-americano, é muito diferente da história e da cultura europeias. No entanto, somos a mesma Igreja e a Fé não divide as pessoas. É a base da unidade».

      Estas palavras foram proferidas pelo Cardeal Gerhard Müller, em entrevista ao Observador (antes da vinda do Papa Francisco a Fátima, em Maio de 2017). Em Julho de 2017, seria afastado do cargo de Perfeito para a Doutrina da Fé (cargo que ocupava, desde 2o12, por nomeação de Bento XVI). Apesar de o Papa Francisco lhe poder renovar  o mandato, fê-lo substituir pelo Jesuíta espanhol Luis Ladaria.

A questão dos católicos divorciados que querem casar novamente era um dos pontos em que não havia concordância entre Gerhard Müller e o Papa Francisco. Na mesma entrevista, o Cardeal Gerhard Müller, acentuava que «o sacramento do matrimónio é indissolúvel por vontade de Deus. Ninguém pode mudar isso». Esta divergência levou o atual Pontífice a substituí-lo.
24/9/2017
T.F.P.

sábado, 16 de setembro de 2017


MENSAGEM OU MENAGEM A DONA ISABEL DE HERÉDIA




 
( onde se alteia ou se exalça o seu Amor por a causa Real e, em Dona Isabel, o
brilho e a Luz do Eterno Feminino )
 

Amor que é lis, que arde e que não cansa,
Amor que é forte, é fértil e feraz,
É de Inês, é de Pedro e é da Paz,
É de vós, ó Duquesa de Bragança.
 
Em Angola e Brasil a vejo mansa,
Lísia Bela, que é Sorte e é sagaz,
Sim à Lira, e ao dom de Monsaraz,
Sim ao plectro e, assaz, assim liança.
 
Do Amor que é São Paulo e, no colégio,
A ternura, o vivaz, o vento régio,
Do Amor que é Curvello e, numa Herédia,
 
O ensaio, o ensino, Enciclopédia,
Pois a 13 de Maio, que agiganta,
Isabel, Isabel Rainha Santa……………….
 
Que Luz, 10/ 08/ 2017
 
AD MAJOREM DEI GLORIAM
 
PAULO JORGE BRITO E ABREU

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Palavras pertinentes de alerta aos Cristãos

Procissão de Nossa Senhora em Fátima,
a 13 de Setembro de 2017.


A propósito do episódio evangélico das "Bodas de Caná" (Jo 2, 1-12), hoje, 13 de Setembro, reproduzimos algumas passagens da homilia do Cardeal Mauro Piacenza (representante da Santa Sé), na missa no Santuário de Fátima:


«Tremendo ataque ao matrimónio que, em todo o mundo, foi desencadeado.»

«Um ataque "sem precedentes” à família e à vida na sociedade contemporânea».

«Resistir, resistir, resistir com a força da fé e da caridade».

«Este violento ataque à família é sem precedentes na história.»

«Ser cristão na “velha e cansada Europa” é hoje “uma atitude contracorrente; sob certo ponto de vista, até mesmo uma atitude escarnecida».

«Vigiemos, para que não acabe o "bom vinho" da nossa fé; para que o "bom vinho" da nossa fé não se veja aguado pela nossa constante mundanização, pelo ceder às tentações do mundo e à ditadura do ‘pensamento único’ que é difundido com todos os meios».

Publicado por Agência Ecclesia em 13/9/2017.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Um padre pouco atento à dignidade das «Bodas de Caná»


A propósito do artigo «Caná: O milagre que nunca devia ter acontecido» de P. Gonçalo Portocarrero de Almada publicado em Observador e Facebook:

A primeira afirmação do Padre Gonçalo no artigo citado, é, desde logo, inaceitável, num membro do clero da Igreja Católica, pois contesta a vontade de Jesus e de Sua Mãe, Maria. Em suma, contesta (discute) a vontade de Deus (nele se realizou o 1º milagre de Jesus). Passo a citar o Padre Gonçalo, a começar logo pelo título: «Caná: o milagre que nunca devia ter acontecido». E, o autor inicia o texto, com uma outra censura ao Filho de Deus: «Em Caná da Galileia, Jesus e os seus apóstolos, em vez de penitentes ascetas, mais pareciam um grupo de amigos na pândega, a gozar os prazeres da vida!». Com que expressões se dirige o Padre, ao Deus incarnado! E ainda, achando pequena a crítica e poucas as expressões ofensivas, acrescentou: «Este milagre, pura e simplesmente, nunca devia ter acontecido! Ou, tendo-se realizado, deveria ter sido silenciado! Com efeito, este facto pouco ou nada abona a favor de Cristo, por mais que João diga, em jeito de happy end, que foi graças a este prodígio que os seus discípulos acreditaram nele (Jo 2, 11)». Todo este arrazoado foi sendo acrescentado até quase ao fim do seu texto, para terminar (desculpabilizar-se dos impróprios termos) com o efeito ironia. Não havia necessidade de usar tão agressiva linguagem para atingir os seus objectivos...*

5 de Setembro de 2017
Teresa Ferrer Passos

*Publicado (5/9/2017) in Facebook na cronologia do Fernando.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O arrependimento, a alegria de Deus



Não é o pecado que Deus acaricia, mas a fraqueza do pecador e a sua força por ter reconhecido a culpa. Deus ao ver o seu arrependimento, recebe-o de braços abertos, como o verdadeiro Pai deve receber o seu filho, se o ama. Deus não fica feliz com o pecado, mas com a conversão, e como esta é difícil! Daí a parábola do filho pródigo, recebido com uma grande festa!

4 de Setembro de 2017
Teresa Ferrer Passos

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Cristo, ou a Verdadeira Filosofia a oferecer o saber supremo

Capelinha na Madeira

«O cristianismo não é uma filosofia, não é adesão a uma doutrina, mas é ENCONTRO com uma Pessoa.»
Padre Darci Vilarinho in Facebook, postado por Fernando Henrique de Passos em 30/8/2017

Comentários postados no Facebook
ou
Um Pequeno Diálogo:

«Para quê a filosofia? Para quê a teologia? Para quê a ciência? Quem é que nos manda pensar? Quem é que nos manda fazer perguntas atrás de perguntas, como CRIANÇAS? (Mas não era Jesus que gostava tanto de crianças?)»
F.H.P.

«O cristianismo possui a Verdadeira Filosofia, a que nos foi oferecida por Jesus, o Deus sábio que encarnou, se fez homem, para nos indicar o Caminho, a Verdade e a Vida!»
T.F.P.

«Sim, Teresa, tu que conheces melhor do que ninguém todas as minhas interrogações, sabes também como acima delas se ergue a minha vontade de acreditar em Jesus Cristo. Mas por vezes sinto-me cansado desta cruzada do Papa Francisco e dos seus seguidores contra o PENSAMENTO, embora me sinta cada vez mais inclinado a PENSAR (*) que eles têm razão, que o pensamento é obra do Diabo, e que o segredo da salvação consiste em desligar o pensamento e seguir apenas o coração. (*) - Curioso: terá de ser o pensamento a decretar a sua própria aniquilação?»
F.H.P.

«Há muitos pensamentos que são na verdade obra do diabo, ou dos seres diabólicos, que o representam simbolicamente (o diabo é um símbolo do mal que cresce no mundo a olhos vistos). Porém, há os pensamentos que pertencem à esfera do bem e que surgem quando menos se espera e, quantas vezes de quem menos se espera. Em suma, o pensamento é um instrumento precioso para distinguir o bem do mal, para usar da responsabilidade da acção, antes de tudo. De facto o Papa Francisco tanto quer simplificar a mensagem cristã que pode acabar por lhe retirar o que ele sempre usou nos seus comportamentos, o pensamento.»
T.F.P.

Tens toda a razão, Teresa! A tua certeza de que o pensamento pode ser utilizado para o bem ou utilizado para o mal é muito mais correta do que a minha hesitação entre o pensamento "ser bom" ou "ser mau".
F.H.P.

Comentários datados de 30 de Agosto de 2017









segunda-feira, 28 de agosto de 2017

«O humano ganhara o meu coração»





«As minhas palavras soavam-lhes diferentes de tudo o que lhes fora ensinado. Ninguém antes lhes falara assim. Talvez porque eu falava de um projeto de vida eterna, de vida com abundância, de vida nova, de espírito diferente, enfim, de um homem novo a construir.

Anunciava-lhes um tempo que se aproximava. Era o tempo de uma nova humanidade toda a manifestar um mundo de criações, dividindo os seus talentos por muitos. Transportava o Espírito no meu corpo. O humano ganhara o meu coração. Tão próximo deles, de cada um deles. Eles viam esse reino novo com uma grande visibilidade embora dependente de um real demasiado sensível.»

Teresa Ferrer Passos, Jesus até ao fundo do coração, Chiado, 2016, pág.26.

     Ao longo das páginas do livro Jesus até ao fundo do coração, livro que publiquei nos fins de 2016, fui interpelando Jesus Cristo, obsessivamente, à medida que escrevia, essa aventura tão grande como poder saber se Lhe agradou...
T.F.P. (frase inserida na minha Página do Facebook)


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Os males do mundo e Deus


Tragédia na Madeira: Árvore centenária cai sobre multidão que comprava velas para a festa do Dia da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, matando 13 pessoas e fazendo 50 feridos



1. Deus não tem a ver com a morte e o sofrimento neste mundo, porque como disse Jesus, "o meu reino não é deste mundo", porque se fosse, "teria a defendê-lo batalhões de anjos". Deixou-se prender, julgar e condenar à morte, sem obstar a essa actuação humana, porque Ele não era deste mundo, mas viera para salvar o Homem da vida finita deste mundo, a quem ele oferecia uma outra vida e uma "vida em abundância", ou seja, sem o limite da morte do mundo material.

2. Deus é o Incognoscível pelo atributo de ser transcendental, ou seja, Aquilo/Aquele que nos transcende. Assim, não se equipara a ovnis, signos, Júpiteres ou afins. A existência de todo o Universo, em que nós nos incluímos, é um mistério tão profundo quenão podemos nomear a sua Origem (os judeus - Moisés - diziam que Deus é, simplesmente, AQUELE QUE É, ou seja, sem definição vocabular com significado). Nada se pode saber nada dessa Origem Primordial por estar para além das capacidades cognitivas do Homem. Só quem é cristão, acredita que Jesus Cristo é esse Deus com uma encarnação humana porque quis resgatar a humanidade do mal em que caiu e dar-lhe a oportunidade de a levar, após a morte, para a Casa do Bem Eterno d'AQUELE QUE É.

Teresa Ferrer Passos

(Duas postagens-comentário a António Costa Santos no Facebook em 16/8/2017)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Aparições de Maria



Em cada imagem, há um sentido
próprio, inviolavelmente belo.
A imagem pronta para os olhos ávidos
de coisas, coisas sensíveis,
tão em si mesmas visíveis.
E a imagem é a Senhora
mais luminosa do que o Sol, viram-na os pastorinhos.

Que força possuiu Maria, a descer do céu.
Que impetuosa ascensão para a Sua morada.
Que imagens a maravilhá-los.
Apareceu Maria, como uma estrela intensa,
distante, cheia de proximidade.
Que sensação vê-la ali, quase ao lado deles,
a transcendê-los e igual à sua imanência!

Oh aparição de Maria, nesses dias 13
do ano de 1917!
Senhora, cercada de relâmpagos de luz e,
ao mesmo tempo, com palavras iluminadas de fé,
uma fé visível,
tão visível de significados,
como sentiram os olhos das crianças.

Oh imagem bela e perfumada de Maria.
Apareceste como qualquer outra mulher,
apareceste como qualquer mãe.
Imagem de Maria a aparecer 
para a conhecerem os mais simples do mundo, as crianças.
E, precisamente, conheceram-na,
de viva voz e com os seus próprios olhos!

Dia da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, 15 de Agosto de 2017

                                      Teresa Ferrer Passos

sábado, 12 de agosto de 2017

Um poema de Miguel Torga


Hoje, dia 12 de Agosto, lembramos o 110º aniversário do nascimento do Poeta e Ficcionista Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha). Aqui deixamos o seu poema intitulado «Depoimento», datado de Coimbra, 15 de Fevereiro de 1981:

«De seguro,
Posso apenas dizer que havia um muro
E que foi contra ele que arremeti
A vida inteira.
Não. Nunca o contornei.
Nunca tentei
Ultrapassá-lo de qualquer maneira.

A honra era lutar
Sem esperança de vencer,
E lutei ferozmente noite e dia,
Apesar de saber
Que quanto mais lutava mais perdia
E mais funda sentia
A dor de me perder.»

In Diário, XIII volume, Coimbra, 1983, pág.163.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Há 69 anos...

       Há 69 anos nascia uma menina que se chamaria Teresa, filha de Natércia, a mulher que tanto desejou o seu nascimento!
       Aqui deixo duas fotos, uma com quatro meses, outra com quatro anos e sua mãe.
     

Junto um poema de meu marido, oferecido hoje:

JANEIRO E AGOSTO

Abriste uma porta dentro do meu ser
Por onde eu saí ao teu encontro.

Pegaste-me na mão
E fizeste-me subir a longa escadaria
Que vai do inverno até ao verão,
Que vai da noite até ao dia,
Que vai da tristeza à alegria,
Que vai do pensamento ao coração.

Eu vinha do frio agreste de Janeiro
E subo ainda
Seguindo cada linha do teu rosto ─
Mapa da promessa linda
Da plenitude de luz do teu Agosto.

9/8/2017
                   Fernando Henrique de Passos

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Da água...




Das águas  soltavam-se cores 
num turbilhão de arco-íris.
As cores mais belas do mundo!
E, na imensa leveza da água,
nasciam estrelas
mais brilhantes que o Sol.
Uma música cheia de paz ressoava algures.
Donde vinha? Seria da água vasta e terna?
Indiferente, eu saltava
e saltava de novo... Saltava
como se nunca o tivesse feito.
   
27 de Julho de 2017
                                       Teresa Ferrer Passos

quinta-feira, 20 de julho de 2017

No princípio de nós


Cafetaria da Fundação Calouste Gulbenkian


do princípio de nós ou da beleza


numa chávena de café estremecem os teus dedos
convexos demais. Num espaço irreal
descubro grãos negros. Vejo incêndios
perpetuados em água. Vulcões negros soltam-se.

véus de nuvens densas mostram um cérebro
a escorrer seivas brancas. E os sentimentos
não transparecem. Tudo é baço, estranho talvez.

olho o café como se visse uma laranja doce.
Um encontro marcado e inclemente? Vejo o nada.
Onde estás? Pergunto.
E, tu, levantas o olhar turvo,
de súbito, para mim.

20 de Julho de 2017 (24º aniversário do nosso primeiro encontro na Cafeteria da Fundação Calouste Gulbenkian)
                                                        
                           Teresa Ferrer Passos






O LIVRO VERDE DO AMOR

Encontrámo-nos numa biblioteca
No centro de um jardim
E os livros da larga biblioteca
Escutaram com atenção minuciosa
As primeiras palavras que trocámos
E contaram-nas aos cisnes e aos peixes
E aos pardais, às joaninhas e aos melros
Que as foram repetindo sem descanso
Até elas ficarem imprimidas
No sussurrar da brisa na folhagem
E no bater do coração das árvores
E no tremer das águas nos riachos
Como as palavras de um livro transparente
Que nós ouvimos a cada regressar
À biblioteca no meio do jardim.

20 de Julho de 2017

                     Fernando Henrique de Passos